O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: NUMA CORDA BAMBA

Fernanda Ferrari, Mariangela Kraemer Lenz Ziede, Circe Mara Marques

Resumo


RESUMO: Este artigo resultou de uma pesquisa que teve como objetivo compreender os modos de brincar vividos pelas crianças que estudam em uma escola pública de educação infantil, as concepções que os pais e professores têm dessas atividades, bem como o impacto de tais concepções nos planejamentos e nas práticas desenvolvidas na escola. O estudo foi realizado em uma escola pública de educação infantil, localizada no município de Gravataí, no Rio Grande do Sul, e envolveu a participação de dezesseis pessoas: uma gestora de escola de educação infantil; cinco professoras; cinco crianças; e, cinco familiares dessas crianças. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários, analisados a partir do referencial teórico, considerando três categorias: (i) entendimento sobre o brincar, (ii) a forma como as brincadeiras se concretizam na escola; e (iii) a participação dos adultos nessas brincadeiras. Concluiu-se que, embora a importância do brincar na educação das crianças pequenas seja consenso entre pais, professores e gestora, essas atividades são pouco consideradas nos planejamentos dos professores e há restrito envolvimento dos adultos nesses momentos, de modo que existe uma lacuna entre as concepções de brincar e as práticas que ocorrem na escola, tanto no que tange ao planejamento como na participação dos pais e professores nas brincadeiras das crianças.


Palavras-chave


Brincar. Educação Infantil. Planejamento.

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ISSN Impresso: 1679-8708

ISSN Eletrônico: 2177-742X